RULE OF THREE
Coisas ruins costumam acontecer de três em três.
Estou esperando pela terceira.
Óculos quebrados não contam, dada a magnitude do que tem ocorrido recentemente...
Currently feeling: pessimistic
Posted by Penin at 09:37 AM | Não escavado
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Coisas ruins costumam acontecer de três em três.
Estou esperando pela terceira.
Óculos quebrados não contam, dada a magnitude do que tem ocorrido recentemente...
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Posted by Penin at 09:37 AM | Não escavado
Meu irmão é fã do Hugo Chavez. Eu confesso, não gosto muito do venezuelano. Prefiro El Penguino, que me parece muito mais sincero nos seus esquerdismos e mostra resultados no governo.
Néstor Kirchner (é "Néstor" mesmo, eu não errei) era um político obscuro vindo de um fim de mundo no meio da Argentina. É o contrário do Lula: chegou sem prometer nada e mostrou ser o presidente mais esquerdista da América Latina.
Primeiro ele e seu ministro da Economia, Roberto Lavagna (que eu chamo de Lasanha, ou dependendo do momento, de La Manha), receberam a cobrança do FMI quanto à dívida externa. A receita do Fundo era a mesma que se aplica paloccianamente no Brasil: superávit primário absurdo pra pagar a dívida, juros nas alturas pra segurar a inflação e dois pais-nossos e três aves-marias para o deus-Mercado. A resposta do Kirchner e do Lasanha foi:
- NO PAGO!
E explicaram que essa grana toda seria melhor aplicada no desenvolvimento argentino; que se os bancos quisessem, teriam 30% do total da dívida paga em dez anos, a juros definidos pelo governo argentino; e que o resto, bem, o resto eles iam ver quando pagavam porque, afinal de contas, a Argentina estava na pior.
O FMI, o Clube de Paris e a banca internacional em geral chiaram, ameaçaram, gritaram, estrilaram... e no fim, o que aconteceu? Nada, absolutamente nada. O Bush estava ocupado em invadir o Iraque, e a Argentina não tinha petróleo.
Resultado final: hoje, o "risco-país" argentino é idêntico ao do bem-comportado Brasil, com a diferença que a Argentina cresce a 9% ao ano, enquanto o Brasil se esforça para conseguir terminar 2004 beirando os 3%. E vejam bem: os 9% argentinos são estimativa dos próprios bancos que odeiam Kirchner, enquanto os 3% brasileiros são promessa do Lula, que teme ficar com 2,5% na mão...
Além disso, Kirchner revogou as leis de anistia que protegiam os militares genocidas da década de 70 e encarcerou boa parte deles; enquanto isso, o Lula não permite nem a abertura dos arquivos dos milicos brasileiros. Kirchner enfrentou a corrupção do Judiciário argentino e conseguiu a exoneração de três ministros da Suprema Corte; já Lula nomeou para o STF um juiz conhecido por bater na mulher e outro que, meses antes de assumir a carreira, era filiado ao partido do governo...
Pra finalizar: todo mundo achava que, depois que a economia argentina se recuperasse, Kirchner removeria o Lasanha e colocaria no ministério alguém mais afinado com o deus-Mercado, a fim de atrair o investimento externo, recuperar prestígio junto aos EUA, enfim, toda essa ladainha na qual Lula caiu.
Ele realmente removeu o Lasanha. Mas colocou em seu lugar uma tal de Felisa Miceli, que se autodenomina uma "economista nacional y popular, soldada do kirchnerismo". É mais ou menos como se o Lula removesse o Palocci e colocasse no lugar dele a Maria da Conceição Tavares (embora, justiça seja feita, o próprio Lasanha seja muito mais parecido com um Mercadante do que com o Palocci), ou o Carlos Lessa, ou qualquer um dos malucões da Unicamp...
Melhor ainda: Kirchner substituiu o ministro da Defesa e colocou em seu lugar uma mulher (!) que já foi casada com o líder dos Montoneros - aliás, ela mesma havia sido do grupo nos anos 70 (Montoneros: guerrilha de extrema-esquerda que combateu a ditadura militar argentina. E a ditadura militar argentina era barra pesada mesmo...). Os militares argentinos devem estar feliiiizes...
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Dizem que estão assinando uma porção de protocolos visando a união política dos países do Mercosul. Um deles prevê que cidadãos brasileiros tenham direito de viver na Argentina, eleger e serem votados nas eleições de lá. E vice-versa. Se for verdade, meu candidato para as eleições brasileiras de 2006 se chama Néstor Kirchner.
E, se não der, que mandem pra cá pelo menos o Lasanha. Ele está desempregado mesmo...
Currently feeling: sympathetic
Posted by Penin at 06:14 PM | Não escavado
OK, completou-se a regra dos três males. Com juros e correção. O resumo da ópera de hoje:
-Deixei os faróis do carro acesos.
-Saí do trabalho às 20h00, depois de todos terem ido embora.
-A bateria do carro arriou.
-A bateria do celular acabou enquanto eu tentava chamar o seguro.
-Tudo se resolveu 21h50; no caminho de volta pra casa, descobri que a gasolina estava mais que no fim.
-Consegui parar no posto, por milagre. E descobri que faltava óleo também.
-Para completar, ao voltar pra casa o carregador do celular decidiu não carregar nada.
TÁ BOM ASSIM OU QUEREM MAIS?
Ê diazinho bichado...
Currently feeling: irritated
Posted by Penin at 12:03 AM | 1 Artefatos
Recebi hoje a notícia de que a autorização para trabalhar em Cubatão saiu, e portanto nós iremos nesta quinta. Voltaremos sexta ou sábado (dessa mesma semana) para irmos novamente na segunda e ficar até o fim da semana.
Não perguntem por que. É assim e ponto.
Ou seja, volto na antevéspera do Natal.
Ho ho ho!
Currently feeling: working
Posted by Penin at 09:47 PM | Não escavado
No post anterior, onde se lia "antevéspera de Natal" leia-se "véspera".
Sim, eu vou trabalhar meio período no dia 24.
Desgraça pouca é bobagem...
Currently feeling: rushed
Posted by Penin at 11:33 PM | 1 Artefatos