Diário de um Tatu Bêbado

Entries for April, 2006

April 6th, 2006

NOTAS SOBRE A MORTE

Minha pequena tese sobre a morte é que ela, em si, não é o que apavora o ser humano. Lá no fundo - bem no fundo mesmo - todos reconhecemos nossa própria mortalidade, e sabemos que um dia nossa vez chegará.

O que realmente nos apavora é o modo como ela chega, e quão próximos estamos dela. Se não, confiram: milhares de pessoas morrem diariamente em conflitos mundo afora, e nós simplesmente ignoramos. Os mais sensíveis suspiram, soltam algum muxoxo desanimado e pensam algo como "esse mundo é um horror", ou "o mundo é assim mesmo, o que se pode fazer".

Mas se alguém próximo a nós bate as botas, sentimos imensamente. Mesmo que seja só um caso, um indivíduo, e não milhares - o que é uma tragédia muito pior, sob qualquer ângulo que se possa ver.

Isso é o que eu tinha a dizer sobre a questão da proximidade. Agora, sobre o modo: se alguém está muito velho ou extremamente doente, mesmo que esteja próximo de nós, nosso sofrimento é pequeno. Ou melhor: pode até ser grande, mas quando o desenlace se dá, há um suspiro de alívio, por entendermos que, enfim, era inevitável, e que a morte trouxe um fim digno a um sofrimento prolongado.

Quando o morto em questão é saudável e jovem, o impacto da morte é bem maior. Mas ainda assim existem certas circunstâncias mitigatórias, a depender do caso: por exemplo, se esta pessoa estiver sujeita a uma situação de risco - é um militar em missão no Haiti ou no Iraque, ou vive na favela da Rocinha, por exemplo. São casos um tanto desagradáveis, tristes mesmo, mas para os quais existem justificativas, vá lá, plausíveis, aceitáveis.

O mais duro de engolir, sem dúvida, é a morte fortuita, isto é, aquela que não decorre de nenhum dos casos acima; não há explicação, não há justificativa, não há motivo, nada. Nestes casos, até mesmo quem está apenas vagamente envolvido sente um baque tremendo.


 

Um mês atrás, mais ou menos, eu passei da faixa laranja para a verde no judô. Na mesma cerimônia, alguns outros também mudaram de faixa. Como as laranjas estavam em falta, o sensei pegou a minha faixa antiga e deu para um colega, que passou da faixa amarela para a laranja. Foi um ato singelo, mas carregado de simbolismo, e do qual eu me senti muito orgulhoso.

Na segunda-feira da semana passada, esse meu colega avisou ao sensei que iria fazer uma viagem ao Rio de Janeiro a trabalho, e por isso faltaria no restante da semana, mas estaria de volta nesta segunda.

Pegou o avião na quarta e passou a semana em Macaé, prestando serviço para a Petrobras.

No sábado, na viagem de volta, o avião em que viajava se espatifou contra uma montanha.

Dezenove pessoas, entre passageiros e tripulação. Zero sobreviventes.

Ele tinha 35 anos, um filho pequeno (5 ou 6 anos) que também fazia judô e uma esposa.

O nome dele era Jaques.

Posted by Penin at 01:55 AM | 3 Artefatos

April 8th, 2006

CURTAS E GROSSAS

Lá vou eu de novo pra mais um minicampo perto do Fim do Mundo. Ou pelo menos, perto do fim de São Paulo. Volto quarta ou quinta. Wish me luck.

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Esse mundo é mesmo muito louco. O Peru tem três candidatos à presidência: a direitista que oferece más de lo mismo, o esquerdista corrupto que é ótimo orador e péssimo administrador e o militar malucão com um discurso totalmente sem sentido. Ou seja, Banana Republic total!

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Lula faz escola: os secretários ("ministros") mais poderosos do governo Bush foram implicados em quebra do sigilo - só que o da CIA, não o bancário. A saída de Bush, obviamente, será "delubizar" algum de seus assessores e dizer, sobre o resto: "I didn't know that".

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Lula faz escola de novo: parece que encontraram uns manuscritos dizendo que Judas não era tão malvado assim; que na verdade, a traição lhe teria sido ordenada por Jesus Cristo. Pelo sim pelo não, qualquer dia desses Bento XVI deve aparecer na sacada de seu palácio e dizer: "Ego non supo".

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Enquanto isso, na Botocúndia, os jornais noticiam que os ratos começam a abandonar o navio. Deve sair nos próximos dias uma pesquisa favorecendo Alckmin. Zé Sarney já anda assuntando com tucanos a possibilidade de não apoiar tão seriamente a reeleição de Lula. A conferir.

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Então ficamos assim: pelo governo, Lula para presidente e um bispo da Universal para vice (Zé Alencar é bom demais); pelo bloco PSDB-Pefelê, Geraldo Alckmin e um senador nordestino (esqueci os nomes, mas honestamente, tanto faz. Ou melhor, desonestamente.); pelo PMDB, Anthony Garotinho (o vice é irrelevante nesse caso); pela esquerda que ainda não mudou de idéia, Heloísa Helena e Zé Maria de Almeida (presidente do PSTU. Sim, vai ter coligação PSOL-PSTU. Uau.)

Vocês, eu não sei. Mas eu, no caso da eleição de qualquer um que não seja a ilustre senadora, ou fujo pro mato ou fujo pro morro!*

 

 

*Calma, gente. Passem o cursor e leiam o texto inteiro!

Posted by Penin at 05:55 PM | 2 Artefatos

April 17th, 2006

AH, QUE SEMANA MARAVILHOSA...

Domingo

Pego o ônibus às 21h40 em direção ao extremo norte de São Paulo. Fico papeando e vendo o filme no ônibus até mais ou menos a meia-noite, quando resolvo dormir. Meia hora depois, todo mundo é obrigado a trocar de ônibus, porque este ficava em São José do Rio Preto, e eu ia beeem mais longe... trocado o ônibus, não há mais paz para dormir. A cada 15min, o ônibus pára em uma cidadezinha para deixar passageiros. As luzes acendem e apagam intermitentemente.

Segunda-Feira

Chego a meu destino 5 da manhã. Fico sentado no único banco da rodoviária até alguém vir me buscar. 5h30, a dona do hotel, uma velhinha simpática, chega. Às 6h, me deito. Às 7h, acordo para tomar café. 7h30, voltamos para a cidade. 8h, já estou trabalhando. Trabalho até as 17h, volto para a cidade, resolvo uns pepinos, volto ao hotel, tomo banho, janto às 20h00 e durmo quase em seguida.

Terça-Feira

De novo, levanto às 7 e estou trabalhando às 8h. É importante mencionar que o trabalho envolve fazer buracos no solo de uma mata bem fechada e cheio de bichinhos muito legais. Tanto na segunda quanto na terça, tive que fugir mais de uma vez de aranhas, marimbondos (nem sempre com sucesso), fui picado por abelhas, mosquitos-pólvora, pernilongos, muitas formigas e uma porção de outros insetos cujos nomes me são absolutamente desconhecidos. Estive também a 1m de uma cascavel. Aliás, nós só a notamos depois de passar pela terceira vez na frente dela. A esse respeito, travei o seguinte diálogo com o trabalhador que me ajudava:

- Cascavel é brava?

- Não, brava não é não. Só é venenosa. Cascavel só ataca se você tocar nela.

- Bom, isso é uma coisa que eu não vou fazer. Aliás, por mim ela fica bem quietinha aí. Espero que ela não corra atrás da gente.

- Ela não vai fazer isso. Só cobra brava faz isso.

- Por exemplo...?

- Caninana, por exemplo.

- Ah. Bom, mas não tem caninana por aqui, né?

- Tem sim. Tá cheio. Só que ela fica ali em cima, na copa das árvores, comendo passarinho. Se uma dela descer, corre. Porque ela vai vir atrás de você.

- Er... é, mas veneno de caninana é menos poderoso que o de cascavel, né?

- Óia moço, pode até ser, mas pra mim mata do mesmo jeito.

- Argl...

Compreensivelmente, corri com o trabalho e o terminei na própria terça. Na terça à noite, já estava no ônibus de volta pra civilização.

Quarta-Feira

Cheguei em SP às 5h, peguei um táxi e fui pra casa. Ali, fui avisado de que tinha que fazer mais uma burocracia do concurso até quinta. Disseram também que eu tinha que comparecer à posse da minha tia, que virou algo importante na burocracia uspiana; pra terminar, recebi um telefonema entre desesperado e mal-educado do meu orientador, pedindo ajuda pra terminar a prestação de contas de um projeto.

Ou seja: nem dormi. Tomei um banho, fui assistir à tal posse, de lá passei no museu e avisei meu orientador de que só poderia ajudá-lo no dia seguinte, deixei a USP e fui até o órgão público entregar a papelada.

No fim desse processo estava tão estafado que não tive dúvidas: fui lutar judô.

E lá, desloquei o dedão.

Quinta-Feira

Mancando e urrando de dor, apesar de o dedo já estar no lugar (foi posto no lugar por um japonês incrível, que além de faixa preta no judô é também acupunturista; pena que ele fez isso a seco, na hora. Doeu...), fui para a USP ajudar meu orientador com a prestação de contas.

Saí de lá 11 da noite.


 

Só comendo muito chocolate pra agüentar uma semana dessas...

Posted by Penin at 04:52 PM | 2 Artefatos

April 19th, 2006

EXPLICAÇÕES

Eu gostaria muito de aumentar o número de links na minha página. Gostaria de colocar, por exemplo, o Subversiva, blog da Lelê, e o Imperador, do Julio César (este, não aquele).

Mas infelizmente, minha perícia na informática é comparável à de uma samambaia meio adoentada.

E como o meu assessor técnico* e eu não temos nos falado ultimamente, tão cedo essas alterações não acontecerão.

Mas eu leio muitos outros blogs, e gosto muito do que vocês escrevem. Fiquem sabendo disso.

*Assessor técnico = Roberto, o dono de um dos links da página. Agora vocês entenderam. Ou não. Anyway...

Posted by Penin at 11:00 AM | 3 Artefatos

April 21st, 2006

A CRIATIVIDADE E OS FINAIS DE MANDATO

Em 1889, o governo do visconde de Ouro Preto estava no fim. Dom Pedro II, desde Petrópolis, já articulava sua substituição por alguém mais palatável ao Parlamento e ao Exército. Este último, porém, foi açulado por elementos mais radicais, que conseguiram retirar da cama um marechal Deodoro adoentado para derrubar o Gabinete Ouro Preto. Deodoro desfilou com uma pequena tropa diante do palácio do governo gritando "Viva a Monarquia!" e, inusitadamente, Ouro Preto entendeu o recado: foi-se embora. Era o primeiro golpe militar da História do Brasil. Contentes com o sucesso da empreitada, os militares radicais aproveitaram o momento e proclamaram a República. Buscaram Deodoro de novo em casa e este, a contragosto, os apoiou. Ou seja: de manhã, Deodoro dava vivas à Monarquia; à tarde, voltava para casa como presidente do Governo Provisório da República.

Em 1930, o governo do presidente Washington Luiz estava no fim. Havia feito o sucessor com a eleição do então presidente ("governador") de São Paulo, Júlio Prestes. A chapa perdedora acusou fraude eleitoral e, com o apoio de parte do generalato, fez a Revolução. O perdedor das eleições, Getúlio Vargas, derrubou o ainda presidente Washington Luiz e tomou o poder; Júlio Prestes, apesar de eleito, nunca assumiria a Presidência.

Em 1937, o governo Getúlio Vargas estava no fim. Concorriam às eleições dois candidatos, em uma eleição que estava prevista pela Constituição promulgada três anos antes. Entretanto, pouco antes do fim do processo eleitoral, o presidente que estava no fim do mandato deu um golpe, rasgou a Constituição, outorgou outro texto e instituiu o Estado Novo. Ficaria até 1945, quando novas eleições foram extraídas a fórceps pelo mesmo Exército que, quinze anos antes, levaram Getúlio ao poder.

Em 1964, o governo João Goulart estava no fim. Faltavam poucos meses para o início do processo eleitoral que o sucederia. O mandato de Jânio Quadros havia começado em 1961 e, como ele renunciou, o cargo coube ao vice. No entanto, Jango era tido por grande parte das Forças Armadas como sendo um sucessor de Getúlio, a quem eles odiavam. Para piorar, o presidente havia se aliado taticamente à esquerda, o que fez com que a UDN, pela voz de Carlos Lacerda, o acusasse de comunismo. Sem saída, Jango resolveu assumir o papel que lhe impuseram e começou a preparar o terreno para um golpe à Getúlio: estimulou as patentes mais baixas do Exército a descumprirem a hierarquia. Foi o que bastou para o Exército depor o presidente.
Em 1985, o governo Figueiredo estava no fim. Logo assumiria em seu lugar o civil Tancredo Neves, escolhido indiretamente pelo Colégio Eleitoral. Descobriu-se que Tancredo estava doente, e que não poderia tomar posse. Foi o que bastou para o então ministro do Exército achar que os militares deveriam permanecer no poder. Foi impedido por Leônidas Pires Gonçalves, o general que o sucederia, que garantiu a posse do vice José Sarney.
Como dá pra se notar, fins de mandato são períodos muito interessantes do ponto de vista político. É nesse momento que os políticos e demais setores vinculados ao Poder têm um súbito acesso de imaginação, e começam a inventar "soluções criativas" para as crises que se avizinham.
Estamos em 2006. O governo Lula está no fim. É conveniente que ele coloque suas barbas, já não tão fartas, de molho.

Posted by Penin at 06:52 PM | 1 Artefatos

April 24th, 2006

TRÊS COISAS IMPORTANTES

Primeira

Eu sempre achei que este blog tinha pouquíssimos leitores - basicamente eu, eu e eu, além de um ou dois pobres abnegados meus amigos. Descobri hoje, porém, que meus leitores são mais de cinco. Talvez mais de dez! Uau! Eu nunca achei que chegaria a tanto! A esse respeito, faço minhas as palavras de Machado de Assis, pela boca de Brás Cubas: 

Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, cousa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro [blog] não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas [ou eu, neste caso], se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. (...) Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual, ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.  (...) A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.


Segunda

Suspeito que chateei alguém com uma colocação feita uns dois posts atrás. Peço perdão. Não era o caso.

 


 

Terceira

Da coluna de Elio Gaspari deste domingo, 23 de abril:

Bruxaria
Sonho de uma noite de frio, numa conversa entre um petista e um tucano: Lula e Anthony Garotinho vão para o segundo turno. Baixa um espírito de Romano Prodi na política brasileira e o PT e o PSDB aliam-se para governar juntos.

Comentário: alguém aí tem um sal de frutas? Brrr...

 

Posted by Penin at 01:45 AM | 4 Artefatos

April 27th, 2006

FORMADOR DE OPINIÃO, EU?

Dificilmente. Minhas próprias opiniões estão sendo (re? de?)formadas continua e gradualmente, de forma que, de um dia para o outro, mal se notam diferenças; no entanto, é possível que, ao fim de um ano, eu esteja defendendo posição diametralmente oposta à que tive no início do mesmo. Como disse o salvador do capitalismo do século XX, John Maynard Keynes, "se o mundo muda, eu mudo. E você?"

De qualquer forma, o fato de tornar tais opiniões públicas neste blog influencia, de alguma forma (pode ser até contra), quem lê. Afinal, este é o propósito dos blogs - ou não? Em compensação, minhas próprias opiniões são influenciadas pelos blogs que eu leio. Quem influencia quem? Como diz o grande Millôr Fernandes na entrada de seu sáite (é assim que ele escreve), "opinião pública é a opinião que se publica".


 

Opinemos, então. O imperador do mundo George W. Bush decidiu que é boa idéia entrar de sola no Irã. Ele tem um bom pretexto - não deixar que armas atômicas caiam nas mãos dos aiatolás - e uma boa justificativa de fundo - impedir que o Iraque, que em breve será controlado pela maioria xiita, seja teleguiado pelo regime iraniano. Em termos geopolíticos (leia-se: petróleo) isto é um pesadelo para os EUA.

Ocorre que a China, atual candidata a superpotência e financiadora-mor dos déficits americanos, é extremamente dependente do petróleo iraniano e tem boas relações com o regime de Teerã; adicione-se a isso a Rússia putinesca, que pretende manter a região sob sua zona de influência, e tem-se como resultado todos os ingredientes (graças a Deus, Allah e Iavé, ainda dormentes) de um banzé internacional de proporções hipercatastróficas. 

Previsões de Mentok, the Mindtaker: o preço do petróleo vai continuar subindo loucamente, o que vai encurtar a sobrevida da chamada "civilização do petróleo". Logo mais, todo o mundo vai começar a usar fontes de energia alternativas pesadamente.Nisso tudo, o Brasil tem sorte: está longe do palco de guerra, tem reservas de petróleo suficientes para os próximos 30 anos, tem a Venezuela e a Bolívia com petróleo e gás disponíveis logo aí em cima e já usa combustíveis alternativos (álcool, biomassa) há pelo menos 30 anos (desde o governo Geisel).

Lulinha Paziamor pode ser o que for: canalha, traidor, mentiroso, corrupto, populista ou tudo isso junto. Mas burro ele não é. A comemoração da auto-suficiência brasileira em petróleo não foi só uma jogada de marketing para as eleições. Foi também uma jogada de marketing para o público estrangeiro. Mostra que, quando 70% do mundo estiver atolado na lama da falta de energia, o Brasil vai estar rindo dos otários.

Como disse Nietzsche: em indivíduos, a insanidade é rara; mas em grupos, partidos, nações e épocas, é a regra.


Neste post quebrei duas regras do meu próprio blog: encaixei mais de uma citação em um só texto e falei bem do Lula. Minha nossa. 

Posted by Penin at 03:39 PM | 5 Artefatos

April 29th, 2006

UMA PISTA

Para dar credibilidade a uma história saída de mãos imperiais*, sou obrigado a dizer o seguinte:

Ana Gabriela, cabelos sedosos e cacheados recém-tratados no Soho, cerca de um metro e sessenta e cinco e um olhar amendoado que fulmina órgãos internos variados, gerente de uma poderosa multinacional com sede nas Ilhas Cayman, não assassinou o Velho Deitado.

 E tenho dito.

*Imprensa que é imprensa sempre se curva à versão dos poderosos - sejam eles brasileiros da época atual, romanos de dois mil anos atrás ou qualquer coisa nesse meio tempo.

Posted by Penin at 05:45 PM | 3 Artefatos

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