MAIS TATU, MAIS BÊBADO
Estamos de volta com nossa programação normal. Ou seja, um trabnalho estafante em uma cidade cinzenta.
Bom mesmo é trabalhar lá em Santa Catarina. Como eu acabei de chegar e o mundo está caindo sobre a minha cabeça, não vai dar pra fazer uma descrição detalhada.
O resumo é:
- Trabalhei feito um jumento em sítios gigantescos e incompreensíveis (sendo um deles objeto do meu doutorado). Algo como uma pilha de conchas, artefatos e sepultamentos de 200m de base por 8m de altura. Não faz muito sentido, mas está lá.
Como disse um grande arqueólogo uma vez, a arqueologia se assemelha a um quebra-cabeças inventado pelo diabo, do qual a maior parte das peças estão faltando e você não pode trapacear olhando a tampa da caixa.
- Para compensar, bebi feito um cão. O ponto alto foi uma festa do sábado para o domingo (o domingo foi folga), no qual eu, além de comer churrasco, bebi sabe deus quantos copos de caipirinha, sequei o fundo de um garrafão de pinga e completei tudo com cerveja. Depois fomos todos para a praia... hmm... ver a lua... e o resultado é que eu me lembro vagamente de me encostar numa parede, depois sentar numa duna e depois estar deitado na mesma duna, e uma alma caridosa me puxar pela mão para irmos embora. No dia seguinte acordei tarde (dez e meia) e, para evitar a ressaca, fiz o óbvio: bebi mais cerveja, enquanto via o jogo do Brasil contra a Nova Zelândia.
No cômputo geral, tive uma ressaca de três dias e uma estranha sensação de descolamento do cérebro - que ainda não passou totalmente.
Como diria o mesmo grande arqueólogo, no mesmo livro, a arqueologia poderia ser considerada sinônimo de alcoolismo.
Esse cara sabe do que está falando!
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Posted by Penin at 11:42 AM | 4 Artefatos