Diário de um Tatu Bêbado

July 1st, 2006

DE VOLTA À PROGRAMAÇÃO NORMAL

Durante o último mês e meio, o Brasil ficou inteiramente hipnotizado pela Copa do Mundo. Depois que a minha tese sobre o nosso patriotismo (ver post abaixo) foi confirmada - e até radicalizada por alguns dos leitores - a Seleção Brasileira conseguiu, uma vez mais, perder da França em um jogo crucial da Copa (final em 1998, quartas-de-final agora).

Originalmente, o Monty Python era um programa de humor dividido em quadros. Quando um quadro acabava, entrava uma voz em off dizendo "And now, something completely different." E começava outro quadro, praticamente igual ao anterior.

É essa a sensação: após a desclassificação do Brasil na Copa, tenho o prazer de anunciar que retornamos a nossa programação normal. Com muitas emoções e novidades completamente diferentes.


 

Além de radicalizar, com razão, meu post abaixo, Gerson tem outro motivo para estar feliz. Eu, ele e o Thiago apostamos quem venceria a Copa. Eu apostei na Argentina. O Thiago apostou no Brasil. Gerson, meio a contragosto, apostou na Alemanha.

Tenho a nítida sensação de que eu e Thiago teremos de pagar duas McGregors para o Gerson...

Posted by Penin at 07:28 PM | Não escavado

June 27th, 2006

A PÁTRIA E AS CHUTEIRAS

A frase feita reza que, a cada Copa do Mundo, tem-se o fenômeno da "Pátria de Chuteiras". O conceito, de forma pedestre, explicita a idéia de que, de tempos em tempos (mais precisamente, a cada quatro anos, ou seja, a cada Copa), os brasileiros são acometidos pela febre futebolística.

É uma meia-verdade. Não pela febre, que realmente ocorre com mais intensidade do que normalmente (afinal, fora das copas ela aparece sob a forma da torcida pelos times de cada um), mas pela parte da pátria.

Alguns teóricos da questão da identidade - Pierre Bourdieu à frente, salvo engano - defendem que alguém só é algo por oposição a outrem. Isto é, eu sou paulistano por oposição ao restante dos paulistas; paulista por oposição aos de outros estados (cariocas, gaúchos, baianos etc.); brasileiro por oposição a argentinos, americanos e outros.

Aí é que está: o único momento em que há a formação de uma identidade coletiva entre aqueles que são, no restante do tempo, uma massa amorfa de interesses regionais, paroquiais ou de outra natureza, é durante a Copa. A Copa do Mundo é o momento par excellence da expressão da identidade nacional, do vínculo coletivo patriótico moldado por oposição aos "inimigos" - isto é, às seleções adversárias.

No restante do tempo, fazemos pouco de nossos símbolos nacionais, desconfiamos (e freqüentemente roubamos) do Estado Nacional, desprezamos e pisoteamos nossas próprias leis, ignoramos nossa História, fazemos pouco de nosso futuro.

Podem reparar: reclamamos pouquíssimo de corrupção e fazemos ainda menos a respeito (está aí o Lula, prestes a ser reeleito, como testemunha e exemplo de minha tese), mas espumamos de ódio se nosso time de futebol perder para o Corinthians time que mais detestamos. Nós somos muito mais são-paulinos, corinthianos, palmeirenses etc. do que brasileiros. É como se fôssemos de nossos times por opção (ou tradição familiar, ou coisa que o valha) e brasileiros por contingência.

O mesmo raciocínio vale para esferas fora do futebol: religião, etnia, opção sexual, preferência musical sempre contam muito mais na formação identitária do que a questão nacional (e mesmo regional, se excluirmos o Rio Grande do Sul do cálculo).

Em resumo: só somos verdadeiramente uma Nação quando torcemos pela Seleção. Na falta de um projeto nacional, o futebol nos conforta e estimula. Mais ainda, o futebol nos redime: somos o quintal dos Estados Unidos, mas vencê-los no futebol é baba - e isso é o que importa, não é mesmo? Os japoneses patentearam meia Amazônia, mas aquele 4x1 é inesquecível. Os ingleses nos dominaram absolutamente durante a segunda metade do século XIX e primeira do XX, mas - vitória suprema - somos campeões incontestes no esporte que se diz bretão. 

Não somos a "Pátria de Chuteiras". Vestimos, isto sim, as "Chuteiras da Pátria".

Posted by Penin at 08:21 PM | 4 Artefatos

June 24th, 2006

POST SEM SENTIDO

Em holandês, a palavra "também" se escreve "ook".

Só entende a graça disso quem lê Terry Pratchett.

 


 

Para quem está procurando um emprego no ramo corporativo, o link abaixo é uma oportunidade ótima. Especialmente para aqueles que não fazem a mínima idéia de como se trabalha (em uma corporação ou em qualquer outro lugar). Recomenda-se que seja lido o site todo, inclusive os links sobre clientes, estratégias, soluções, idéias etc.

 www.huhcorp.com

 

Posted by Penin at 10:53 PM | Não escavado

June 22nd, 2006

PROPAGANDA

ATENÇÃO, ATENÇÃO!

Criada nova comunidade no Orkut (dã) em homenagem a nossa querida amiga Gabi. Todos os amigos e leitores de seu blog estão forçados coagidos empurrados convidados a entrar.

Atenciosamente,

o criador

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=15723819

Posted by Penin at 06:28 PM | 8 Artefatos

A COPA OU A VIDA

A COPA

Eu adoro a Copa. Eu desejo muito que o Brasil chegue até a final. Hein, se eu gosto de futebol? Não muito. Mas a época da Copa é uma delícia: ontem me avisaram para nem ir trabalhar hoje que não ia valer a pena.

Viram como eu gosto de Copa?


 

A VIDA

Terça passada eu, Gabi e Thiko nos encontramos no templo da Perdição Asterix e conversamos sobre vários assuntos. Várias coisas engraçadas foram ditas, muitos planos maléficos foram feitos, mas eu não mencionarei nenhum deles porque a Gabi vai retaliar no blog dela eu sou um cara muito bonzinho.

Descobrimos muitas coisas uns dos outros: que alguns de nós têm fixação por bobes, que outros estão a fim de nadar pelados, que vir de boa família não é garantia de bom comportamento.

E mais não digo, para não me comprometer ninguém.

Posted by Penin at 03:47 PM | 2 Artefatos

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